Volkswagen ID. Tiguan quer sucesso que ID.4 e ID.5 não conseguiram

A estreia ao público só acontece a 12 de Outubro quando arrancar o salão automóvel de Paris mas a Volkswagen já se adiantou com a apresentação do novíssimo ID. Tiguan.

Substituto do ID.4 e também do ID.5, assume a plena electrificação mas sem substituir o "irmão" convencional, que continuará a ser vendido com motorizações a combustão e híbridas.

Ainda sem preços nem data de chegada aos concessionários nacionais, o ID. Tiguan de entrada de gama deverá começar nos 46 mil euros.

Visual mais assertivo

Visual, nome e decoração interior: mudou praticamente tudo na passagem de testemunho do Volkswagen ID. 4 (e também do ID.5!) para o novo ID. Tiguan, que até vai comportar um acabamento R-Line mais desportivo.

O formato mantém-se quando os dois são vistos de perfil mas o SUV agora renomeado assume elementos de estilo semelhantes aos que já podem ser apreciados nos eléctricos ID. Polo e ID. Cross.

As cotas, no entanto, são agora maiores: 4,62 metros de comprimento por 1,86 de largura e 1,62 de altura, com os dois eixos a serem separados por 2,77 metros.

Mesmo sendo um pouco mais comprido, a capacidade do porta-bagagens reduziu-se para 534 litros mas soma-se mais 32 litros sob o capô para guardar os cabos de carregamento.

Revolução a bordo

É dentro do habitáculio do ID. Tiguan que se percebe a verdadeira revolução de que foi alvo em relação aos ID.4 e ID.5, e essa percepção começa logo no posto do condutor.

Sobre o tabliê assenta um generoso ecrã multimédia de 15 polegadas, enquanto atrás do volante está o painel de instrumentos de dez polegadas que pode adoptar visualmente os mostradores do Golf de quarta geração.

Não se fica por aqui a decoração visual do sistema de infoentretenimento, já que também pode reproduzir opcionalmente o estilo dos Golf I e II, assim como do primeiro Tiguan, sem esquecer os Race Touareg e Beetle.

O tom tecnológico pode ser ainda reforçado com um ecrã opcional de 12 polegadas para o acompanhante num ambiente marcado pelos materiais e acabamentos de maior qualidade, e pelo regresso dos botões físicos,

Três motorizações à escolha

Em termos técnicos, percebe-se neste ID. Tiguan mais uma actualização a meio do ciclo do ID. 4 e do ID.5, mesmo que significativa, do que assumir-se como um SUV completamente novo.

Essa ideia parece confirmar-se nas três motorizações escolhidas, em tudo semelhantes às dos seus dois antecessores.

A entrada na gama faz-se com a versão de 140 kW (190 cv) e 350 Nm passados às rodas traseiras, com a bateria LFP de 58 kWh a poder cumprir até 450 quilómetros combinados.

As acelerações dos zero aos 100 km/hora fazem-se em 8,5 segundos para uma velocidade máxima de 160 km/hora, exibindo ainda uma capacidade de reboque de 1.800 quilos.

Autonomia até 600 km

Já a versão de 210 kW (286 cv) e 545 Nm com tracção traseira cumpre a mesma "corrida" em 6,6 segundos, para uns máximos 180 km/hora; o acumulador NMC de 77 kWh permite até 600 quilómetros de autonomia.

O topo de gama é assumido pela variante 4MOTION: os 220 kW (299 cv) e 484 Nm às quatro rodas levam-no em 6,3 segundos dos zero aos 100 km/hora, mantendo-se os 180 km/hora de velocidade de ponta.

A mesma bateria de 77 kWh "promete" até 560 quilómetros combinados mas, sendo a arquitectura eléctrica da de 400 volts, os carregamentos só podem fazer-se até 165 kW DC, baixando a 105 kW DC para a de 58 kWh.

Sem preços definidos nem data de chegada para o nosso país, as pré-vendas na Alemanha arrancam na terça-feira a partir dos 42.695 euros.

Texto: P.R.S.

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